Anda corrompido
o cheiro,
por aí
alterado.

Anda maltratado o toque
e o beijo
após beijado,
cuspido!

19.1.13

gogol bordello

Dizem que passaram pelo Festival de Músicas do Mundo em Sines, em 2008.
A avaliar por esta música, deve de ter sido um espetáculo bem animado.


17.1.13

estou que não posso

Toda a gente tem momentos de preguiça mental. 
Mas deverão restringir-se à hora da caminha ou ao mínimo possível por dia.
Não façam disto uma constante, por favor.
É que ando que não posso com isto.
Porra.

11.1.13

Não me sinto confortável quando senhoras, que me conhecendo do meu emprego e que eu trato sempre na 3.ª pessoa, me tratam por gostosa ou linda quando me vêm. É tudo uma questão de como se foi educado. Não gosto!

1.1.13

26.12.12

Mais um Natal passado.
Não foi tão calado como esperava.
Não foi tão animado como desejaria.

26.11.12

Sónia, já leste o homem duplicado???

Anda para aí alguém que se parece comigo.
É a segunda vez que me confundem com esta Sónia.
Uma senhora correu meia zara atrás de mim chamando-me Sónia, a outra pergunta-me como tenho passado e como está o meu filho.
Bem, já sei onde a sónia trabalha e, qualquer dia, apareço no seu local de trabalho, de cabeleira postiça, para tirar a prova dos nove.

27.10.12

caridade

Ontem, ao ver um episódio da (excelente) série Breaking Bad, surgiu uma situação que me fez refletir sobre a caridade.
Gostamos de ser caridosos, de ajudar a quem precisa. Reconhecemos o valor do gesto.
Contudo, se nos colocarmos na posição de "alvo de caridade", sentimo-nos envergonhados. Quase ofendidos.
Então, a caridade provoca sentimentos contraditórios, dependendo de onde parte e para onde chega.
Sendo a caridade algo positivo, não deveria ser positivo independentemente de quem dá ou quem recebe?
Deveria, mas não acontece devido à sociedade e aos seus estigmas.

21.10.12

bolinha

minha avó materna tinha os olhos pequenos.
pequenos e profundos.
minha avó opinava sobre o que fazia, sobre aquilo que vai contra as coisas do seu tempo. estas modernices.
minha avó chamava-me à atenção mas defendia-me também.
rapidamente, me atirava  um chinelo quando me metia a discutir com ela, quando lhe dizia que ela era uma velhota que não sabia nada dos tempos modernos.
ultimamente, já lhe custava a alcançar o chinelo, com alguma pena minha, confesso.
adorava fugir à chinelada dela.
minha avó sempre foi gordinha.
uma bolinha que eu simplesmente adorava sacudir.
e, enquanto a sacudia, ela pedia-me para parar, enquanto se ria.
minha avó ria-se sempre para mim.
e chamava-me de tareca.
e eu sempre adorei isto: ser chamada de tareca por ela.

minha avó partiu hoje.
mas partiu sabendo o quanto eu gosto dela.
o quanto todos gostamos tanto dela.  e somos tantos.
é bom saber que ela leva a sua bagagem carregada de amor.

17.10.12

é tão requim

 Vejam as coisas mais requinhas.
São tão fixes.

http://ditology.blogspot.com.br/#!/

16.10.12

cada besta

A mãe de um aluno lá da minha escola pretendia aplicar como castigo ao seu filho, por ter tido um comportamento menos bom, nada mais nada menos que: ficar sem almoçar uma semana, "mesmo que eu perca o dinheiro das senhas".
A minha colega rejeitou totalmente este castigo, mas aposto que a vontade dela era pregar-lhe um par de chapadas. A minha era pelo menos.
Não é com cada besta que temos de lidar???

10.10.12

padrinho

Se calhar estou a ser esquisita, mas não me inspiram confiança políticos que usam cabelo puxado atrás com brilhantina.
Faz-me lembrar O padrinho...
Not good!

8.10.12

dizer que se gosta

Há cerca de duas semanas atrás, quando fui visitar a minha avó a sua casa, senti uma enorme necessidade de lhe dizer: gosto tanto de ti, avó!
E disse-lhe.
E ela retribuiu.
E beijei-a na face.
Agora que ela está no hospital, disse-lhe de novo.
Ela sabe.
Sempre soube.
E eu sei que ela gosta muto de mim.
De todos nós.
Filhos, netos e bisnetos.
E somos tantos.
Tantos.

Cada vez mais me capacito que temos de dizer, a quem gostamos, que se gosta... que se ama.
Ninguém sabe se amanhã terá oportunidade de o dizer... ou de o ouvir.

1.10.12

quem de nós é sóbrio?
quem de nós passaria com distinção a um olhar clínico sobre a mente.

somos todos doidos
todos deformados de alguma forma
todos com lacunas
o que torna a normalidade tão estranha
que já é difícil delinear os seus traços

24.9.12

roda viva

Estou a safar-me na coordenação.
O meu truque é fazer as coisas mal me lembre delas.
Caso contrário, chapéu!
Mas não paro.
Hoje foi um dia assim.
Depois fui para o ginásio. quando terminei, fui correr.
Daí vim para casa fazer: bacalhau à gomes de sá e sopa de carne.
Ainda tentei lembrar-me de algo que desse mais trabalho de fazer com os ingredientes que tinha, mas não me ocorreu nada.
Levei 3 horas na cozinha, entre louça para lavar e estou que não posso.
Há pratos de comida que foram destinados a serem confecionados ao domingo: demoram c'mó...

18.9.12

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13.9.12

nota importante

"Há sempre pessoas que não cumprimentam ninguém até que estes "ninguéns" sejam coordenadoras."
Superado este obstáculo, pouco parece faltar para andarmos nas compras juntas.
Seria, se eu saltasse neste compasso.
Lamento.


12.9.12

a propósito de "o diabo vive perto"



recebi este comentário. 
e como costumo denominar-me de "advogada do diabo", (nada a ver com o post) 
porque tento ver sempre o outro lado, 
acho que o comentário merece publicação.


Anónimo disse...
O diabo vive perto de muitas vítimas de crimes, é uma triste realidade. Existem diabos sem capacidade de mudança, mas existem diabos que, sem se tornarem deuses, podem mudar. O diabo de quem fala se conscientizou do mal que cometeu, assumiu os erros e poderia até vir a contribuir para um mundo melhor. Mas a sociedade não perdoa e julga ser a vingança a resolução dos problemas. A morte ou a prisão, infelizmente, não pagam as vidas nem o sofrimento das vítimas, de seus familiares e da sociedade, há erros que se cometem que, nada mais pode ser feito para corrigí-los. O diabo também tem família e, contrariando opiniões, ama e é amado. A família do diabo também ficou desestruturada, e isso também provoca ações e reações. O livro que o diabo escreveu e do qual em vez de lucros está devedor, não foi escrito com a intenção de afrontar a família das vítimas nem a sociedade, seria uma forma de mostrar a sua verdade, o seu arrependimento, pedir perdão e, por último, usar os supostos lucros para educar o seu filho para que o mesmo não seguisse seus malfadados passos. A licenciatura em geografia que o diabo tenta cursar, é pensando no exemplo que pode dar ao seu filho e no retorno à sociedade através das pessoas que o diabo pode ensinar dentro dos presídios. A continuação dos erros é consequência da semi-obrigatoriedade e tentativa de sobrevivência que o espaço sócio-cultural em que está inserido exigem. Porém o diabo tenta mudar, tem apresentado projetos com vista a ressocializar os presos, para que dessa forma, ao saírem das unidades penitenciárias não voltem a ser prejudiciais à sociedade. O diabo não é tão mau quanto o julgam. Se tivesse uma oportunidade, não mudaria o mundo mas faria a sua parte com fervor. Como tal não é aceito pela sociedade, muitas águas vão rolar. E quando o diabo morrer nada mudará, esperemos que mude enquanto viver.

11.9.12

o diabo vive perto

Há 11 anos atrás, e durante algum tempo, só se falava nas torres gémeas, no terrorismo e no horror que era Bin Laden.
E, sim. São poucas as palavras para descrever o acto e o cabecilha de tal atrocidade.
Contudo, assustava-me (e assusta ainda) muito mais alguém como Luís Miguel Militão Guerreiro.
Causava-me mais nojo, mais medo, mais terror até, saber que existem pessoas assim, perto de nós, que nos abraçam e nos chamam de amigo, vivem debaixo do nosso teto, para mais tarde, matarem-nos.
Não há motivo que justifique massacres. Mas fazê-lo por dinheiro...
O simples e implacável motivo dinheiro.

 E como o dinheiro tinha de vir de qualquer forma, lembrou-se de publicar um livro.

E isto só nos mostra como conhecemos tão pouco as pessoas.

Há gente boa, mas há gente que nem a puta os queria parir.

5.9.12

Não é assim que se deve tratar um blogue.
Mas também parece-me mal escrever cagadinhas aqui.
Quero tanto voltar, mas nada me faz regressar.

Aguarda-se uma luz.

16.8.12

Walk and Talk 2012

Gosto particularmente desta criação.