Anda corrompido
o cheiro,
por aí
alterado.

Anda maltratado o toque
e o beijo
após beijado,
cuspido!

24.1.14

Quem fala?

O telefone do meu local de trabalho toca. Atendo identificando o local: 
- escola...
-quem fala? 
-bem, eu é que pergunto quem fala e com quem quer falar.
-quem fala quero eu saber! 
- minha senhora. Quem liga é que se deve identificar.
-eu trabalhei muitos anos como telefonista e quero saber quem fala. 
Doida para mandar a mulher à merda, mas com curiosidade de saber quem era a parva, disse o meu nome e perguntei novamente com quem queria falar. Lá a mulher disse mas lá tive de pedir novamente a identificação. 
- sou a tia da C. e quero falar com ela. 
- minha senhora, da próxima vez que ligar para cá, e volte a ter estes modos, desligo-lhe o telefone  e não volto a passar-lhe a chamada à sua sobrinha. Estamos entendidas? 
- Já vi que tem uma língua bem grande. 
E foi este o momento alto do meu dia. 

22.1.14

Choque

Gostaria de ter a capacidade de colocar por palavras o quão hilariante foi a reação do meu marido ao aperceber-se que os cangurus têm "mãozinhas com garras" e como classificou esta característica como MEDONHA, por associá-la aos humanos e aos parecidos (macacos e afins). 
Meu querido, sei o que estás a passar. Senti o mesmo quando descobri que os mamíferos fêmeas também menstruavam. 

Nunca mais olharás os cangurus com os mesmos olhos. 

17.10.13

simple dark humor

Alfredo, o cão, entra na cozinha. Vai ter com o meu sogro  que mete as bengalas de lado para lhe fazer festinhas.
Sogro: Está gordinho. O que é que ele come?
Ela: Velhinhos!


(P.S. adoro o meu sogro!)

12.7.13

O sagitariano é bem brutinho e é frequente dizer umas coisitas sem pensar.
Estava eu numa loja de bijuteria e decidi experimentar uma pulseira.
Fui ver, no espelho como ficava, mas já lá estava uma moça anã.
Meti-me por trás e levantei o braço, de modo a que o meu punho ficasse acima do nível da sua cabeça.
A moça repara que estou atrás e desvia-se para eu ver melhor.
E eu, brilhantemente, digo-lhe:
-Ah, não precisa! Eu vejo por cima.

2.5.13

quase consegui ignorar quando, almoçando domingo passado no shopping com o meu filho, um sr pede para se sentar ao meu lado, quando havia muito espaço livre.
E quase quase consegui ignorar o facto de ele passar o almoço a assoar no nariz.

1.4.13

para mim only

http://feelfashioncomcontapesoemedida.blogspot.pt/2013/03/passatempo-primavera-com-la-redoute.html

quero ganhar uma mala e tenho de partilhar aqui.
reduz as minhas hipóteses, mas lá tem de ser.
façam figas.

também se não fosse isto, nem sei se cá viria.

12.2.13

medir insultos

Há uns dias atrás, estava eu a ver um programa informativo em direto na RTP AÇORES, quando o jornalista, após apelar à participação via FB, dos telespetadores. diz que também aceita insultos, desde que feitos com elevação.
INSULTOS?????
Mas que raio é um insulto com elevação. Um insulto é sempre um insulto. Bem diferente de uma crítica construtiva.
E o nível de elevação poderá ser medido em metros?:

"Estou no topo da montanha do Pico, e você é uma grandessíssima cavalgadura?"

O nível está suficientemente elevado?

11.2.13

flacidez


É uma maneira de ver como andamos todos, face ao tanto que tão poucos nos fazem.

9.2.13

Favas...
oh sim.
comprei favas secas no mercado para cozinhar.
mas aquilo é um pincel para arranjar.
Tem que se tirar a "unha" para poder cozer bem.
Meio quilo já foi.
Tenho o polegar e o indicador à rasca de usar a faca.
Cada lembrança que tenho.

4.2.13

sexo Seguro

Já tinha partilhado com o meu marido as minhas desconfianças em relação ao  António José Seguro. Sempre que o vejo na Tv, não consigo dissociar-me da ideia que, por detrás daquela arzinho de bom rapaz, se esconde um tarado que adora latex e levar umas sovas de uma dominatrix.
Meu marido não me levou a sério mas eu sabia que este daqui era capaz de me dar um certo crédito.
Tanto deu que concordou.

E está decidido por unanimidade.
O Seguro é um sex Freekoooo!

29.1.13

Deve ser da crise...

Enquanto no .ano passado e anteriores, o povo esticava o "Bom Ano Novo" até meados de Fevereiro, noto que neste ano o pessoal calou-se.
A esperança de que o ano seja bom teve de ter levado um corte de 80 %.
Gaspar, tens alguma coisa a ver com isto?
Coelho?
Alguém mete a mãozinha no ar?

19.1.13

gogol bordello

Dizem que passaram pelo Festival de Músicas do Mundo em Sines, em 2008.
A avaliar por esta música, deve de ter sido um espetáculo bem animado.


17.1.13

estou que não posso

Toda a gente tem momentos de preguiça mental. 
Mas deverão restringir-se à hora da caminha ou ao mínimo possível por dia.
Não façam disto uma constante, por favor.
É que ando que não posso com isto.
Porra.

11.1.13

Não me sinto confortável quando senhoras, que me conhecendo do meu emprego e que eu trato sempre na 3.ª pessoa, me tratam por gostosa ou linda quando me vêm. É tudo uma questão de como se foi educado. Não gosto!

1.1.13

26.12.12

Mais um Natal passado.
Não foi tão calado como esperava.
Não foi tão animado como desejaria.

26.11.12

Sónia, já leste o homem duplicado???

Anda para aí alguém que se parece comigo.
É a segunda vez que me confundem com esta Sónia.
Uma senhora correu meia zara atrás de mim chamando-me Sónia, a outra pergunta-me como tenho passado e como está o meu filho.
Bem, já sei onde a sónia trabalha e, qualquer dia, apareço no seu local de trabalho, de cabeleira postiça, para tirar a prova dos nove.

27.10.12

caridade

Ontem, ao ver um episódio da (excelente) série Breaking Bad, surgiu uma situação que me fez refletir sobre a caridade.
Gostamos de ser caridosos, de ajudar a quem precisa. Reconhecemos o valor do gesto.
Contudo, se nos colocarmos na posição de "alvo de caridade", sentimo-nos envergonhados. Quase ofendidos.
Então, a caridade provoca sentimentos contraditórios, dependendo de onde parte e para onde chega.
Sendo a caridade algo positivo, não deveria ser positivo independentemente de quem dá ou quem recebe?
Deveria, mas não acontece devido à sociedade e aos seus estigmas.

21.10.12

bolinha

minha avó materna tinha os olhos pequenos.
pequenos e profundos.
minha avó opinava sobre o que fazia, sobre aquilo que vai contra as coisas do seu tempo. estas modernices.
minha avó chamava-me à atenção mas defendia-me também.
rapidamente, me atirava  um chinelo quando me metia a discutir com ela, quando lhe dizia que ela era uma velhota que não sabia nada dos tempos modernos.
ultimamente, já lhe custava a alcançar o chinelo, com alguma pena minha, confesso.
adorava fugir à chinelada dela.
minha avó sempre foi gordinha.
uma bolinha que eu simplesmente adorava sacudir.
e, enquanto a sacudia, ela pedia-me para parar, enquanto se ria.
minha avó ria-se sempre para mim.
e chamava-me de tareca.
e eu sempre adorei isto: ser chamada de tareca por ela.

minha avó partiu hoje.
mas partiu sabendo o quanto eu gosto dela.
o quanto todos gostamos tanto dela.  e somos tantos.
é bom saber que ela leva a sua bagagem carregada de amor.