Anda corrompido
o cheiro,
por aí
alterado.

Anda maltratado o toque
e o beijo
após beijado,
cuspido!
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27.1.10

vai rebentar



Ando com alguns probleminhas de gestão de relacionamentos profissionais.
Não sei bem o que se passa comigo, mas algum espertalhão deve de ter pregado nas minhas costas um papel a dizer: piquem-me!
É que é isso mesmo. Acho que o pessoal gosta de picar comigo.
Tenho sentido de humor e adoro rir. Tenho até uma certa tolerância a certas piadinhas e consigo rir-me também quando são piadas inteligentes e no momento adequado.
O que me lixa com um F bem grande, é quando, partindo do princípio que sou bem disposta a tal e coiso, abusam da confiança.
Eu brinco, mas faço-o sem ser ofensiva ou abusadora. sou cautelosa e não gosto de me esticar com quem é meu colega, e não amigo.
O ano passado, também no trabalho mas com outra pessoa, andei a fingir-me de burrinha, por comodidade, para não rebentar a corda, mas como os ataques eram constantes e extremamente incomodativos meti os pontos nos iiiissss. Fi-lo à minha maneira que, para quem me conhece minimamente, dá para intimidar.
Não! Eu não ameacei ninguém de porrada. Simplesmente disse o que tinha a dizer, sempre sentada, sem descruzar sequer as pernas, mas com o tom e o olhar que deixou a pessoa-que-me-aborrecia, calada a amarrar a burra! (dizem as más linguas que nem foi trabalhar de tarde por estar transtornada.)
Este ano estou a evitar imenso ter uma conversa com uma auxiliar de lá da escola. Acho que ela já se percebeu que não ando a gostar da forma como ela fala comigo. Já lhe dei uns cortezitos e a senhora até exclamou "já não digo mais nada!"... mas disse. E continua... mesmo depois de lhe dizer "para quem disse que não dizia mais nada, anda a falar demais, não acha, srª X?"
O que eu acho mesmo é que a Sr.ª gosta de mostrar à frente das mães que se dá muito bem com o professores... sei lá...porque quando está sozinha comigo ela pia baixinho.

SrªX: "Ai que ela hoje veio de saia! Tão sexy! Vai chover hoje por causa da saia!"
EU: "senhora X, pode chegar à minha sala? Preciso de uma cópias!
SrªX: "Mas o que é que a senhora quer?" "ai que se vai embora a luz!"...
Eu: "A srª não quer parar de refilar pois não?"
SrªX: "ai que assim, ai que assado..."
E os assobios quando passo???? E a palmada que levei no rabo??? (Aqui, eu fiquei completamente parva sem acreditar no que me tinha acontecido. Mas para que tomasse consciência do ocorrido, deu-me outra! Mas isso foi no ano anterior. Nunca mais tentou tal façanha. Acho que lhe pego no pulso se o fizer outra vez.)

Porra! Nunca lhe dei confiança para tal.  Nunca dei mesmo. Mas devo de ter uma aura sexual muito forte que as poucas (acho eu) hormonas masculinas da mulher, ficam descontroladas e atrevidas que se fartam.

Já me anda a dar a voltinha ao estômago. E as minhas colegas já estão a notar o meu pavio a encurtar. Qualquer dia rebento e quando rebentar, desconfio que a auxiliar se mude de bloco para não ter de lidar mais comigo. Ela é melindrosa e eu sou implacável. quando o plafon acaba, ACABA MESMO!

E se me deixassem um pouco em paz, não era tão bom?
estava tão contente que, este ano não tinha ninguém para me chatear, mas pronto... é a minha sina, a minha cruz.




15.10.11

jantar de cotas/ jantar universitários

Ontem tive um jantar de gajas.
Quando lá chegamos, estava totalmente cheio de estudantes universitários. E a mesa das cotas, a nossa, era a única que não cantava o "se o fulano quer ser cá da malta..."
Onde é que nos fomos meter?- pensei eu- A gerência poderia ter-nos avisado.
Os estudantes até gritos deram. Um fuck!
O menu do pobre incluía, por 10 euros, entrada, o prato, café e uma garrafa de vinho por pessoa.
Uma garrafa? Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Deve vir o vinho mais barato que tiver no mercado.
A funcionária aprece com um vinho que, no continente, anda à volta dos 3 euros por garrafa. Ei lá. Isto não me cheira nada bem. O vinho nem é rasca. Impossível não terem lucro.
Quando a moça vai deixar a garrafa à minha frente, noto que tem falta de vinho equivalente a um copo.
Olhei para a rapariga e disse-lhe que achava estranho a garrafa vir assim, sem estar cheia. (nem falei no fato de vir aberta).
Mostrou-se ligeiramente aborrecida, mas trocou por outra cheia, mas já aberta também.
Deita o vinho no meu copo e baza.
Olho para o copo e reparo que tenho 6 mosquitos a flutuar lá.
Ohhh, vinho com mosquitos! Querem é enganar-me. Depois quando for pagar, espetam-me mais 10 euros porque o vinho estava cheio de proteínas.
-Moça, não me leve a mal, mas esta vinho já está aberto há muito tempo (quantas misturas de vinho estão aqui?). Pode trazer outra e abrir aqui à nossa frente?
Com umas trombas, lá foi ela buscar uma garrafa fechada, mas não lacrada. O selo já vinha cortado.
Provei e aceitei. Não muito convencida, mas sem a mínima pachorra para me enervar.
Comi bacalhau à Zé do Pipo.
A determinada altura, a outra funcionária vem perguntar-me como estava a comida.
Está boa!- respondi.
Mas só hoje é que me tocou: provavelmente cuspiram-me no prato, vieram perguntar como estava, eu respondi que estava bom e elas consolaram-se todas a verem-me comer aquilo. Bem feita, gordurosa!
E a verdade é que comi tudo!
O resto da noite foi uma animação.
No meio daqueles estudantes todos, ninguém nos passava cartão e até dançamos um bocado.
- Ei senhora, isto é para rebentar com isto tudo!-Disse-me uma estudante- (atenção ao "senhora")
E rebentaram.
Às 22:30h já o W.C. estava todo vomitado.
Os estudantes universitários, podem passar gerações, serão sempre assim.